CÂNCER DE PULMÃO

E agora? Como enfrentar o Câncer de Pulmão?

Olha, nem tudo está perdido. Vou falar um pouco sobre o que é e como enfretar esta doença.

Hoje já se sabe bem que o cigarro é o principal causador do câncer de pulmão, então a melhor forma de diminuir a chance de se desenvolver este tumor é evitar, ou parar de fumar imediatamente – discutirei sobre o tabagismo em outra sessão. Mas hoje em dia enfrentamos uma verdadeira epidemia, pois sofremos o resultado do fumo indiscriminado que ocorreu nas decadas de 50, 60 e 70, onde era “chique” os comerciais e filmes com artistas fumando seus cirgarros de luxo. Ainda vemos muito esta situação em filmes e novelas, mas percebe-se uma tendência a reduzir o acesso destas imagens, assim como na aquisição do cigarro. “O fumante passou a ser uma espécie de persona non grata”, porém ainda não podemos medir este impacto como redução no número de câncer de pulmão.

Cerca de 90% das pessoas que desenvolvem esta doenca é porque fumaram, ou ainda aqueles que são classificados como fumantes passivos. Mas nao é só o cigarro que determina o seu aparecimento – fatores genéticos e ambientais também estao implicados. Por isso algumas vezes você ouviu falar a seguinte frase: “Conheço fulano que fumou a vida inteira e não teve câncer de pulmão.”

É importante que você saiba que isso não é a regra e, além do câncer de pulmão o tabagismo causa outros vários cânceres, como esôfago, bexiga, cabeça e pescoço. Vale lembrar que a maioria dos tumores de pulmão aparencem em pessoas entre 50 a 70 anos, e sua incidencia em pessoas com menos de 40 anos é de apenas 5%, ou seja, estas pessoas podem estar desenvolvendo um câncer e nem saberem disso. Por outro lado, algumas pessoas nunca fumaram e são surpreendidas com o diagnóstico de câncer de pulmão. Devemos explicar que, em alguns casos, assim como em outros cânceres, os tumores de pulmão surgem a partir de uma alteração genética, que chamamos de mutação, fazendo com que as células alteradas não sejam eliminadas e passem a multiplicar de forma errada, desenvolvendo o câncer. Não espere nenhum sintoma para suspeitar desta doença, porque a maioria dos pacientes são considerados assintomáticos. Quando apresentam sintomas, estes são principalmente tosse, falta de ar, dor no torax, escarro com sangue, ou outros quaisquer menos frequentes. Mas tudo bem. Se você é fumante e quer fazer um rastreamento para ver se tem câncer? O que fazer?

Na verdade, nenhum estudo atual conseguiu comprovar a eficácia de qualquer método como rastreio – o que chamamos de screening. Os melhores estudos são japoneses que fizeram exame de escarro e tomografia de pacientes fumantes e conseguiram bons resultados, entretando quando foram feitos estes mesmos estudos na população ocidental (Europa e Estados Unidos) não se chegaram às mesmas conclusões. Então o que você tem a fazer? Primeiro parar de fumar! Segundo, acompanhamento com um especialista em doenças respiratórias como um pneumologista/cirurgião de tórax.Mas se durante a investigação for detectada alguma alteração? Estas alterações podem ser de vários tipos, que nos classificamos como: massa; nódulo; infiltrado; ou outro.

O que você precisa saber sobre isso? Por qualquer que seja a sua história clínica de tabagista ou não e, por qualquer que seja a imagem encontrada, a ÚNICA forma de se ter o verdadeiro diagnostico é através da bióspia. A biópsia nada mais é do que a análise do tecido e das células para ver se elas estão se multiplicando de forma errada e causando o câncer. Algumas alterações na radiografia e na tomografia do tórax são mais ou menos sugestivas de ser uma doença benigna o maligna, e só o especialista poderá decidir a melhor forma de conduzir o caso.

Ok, e se houver realmente necessidade de biospiar. Como isso pode ser feito?Existem várias técnicas que são utilizadas, mais ou menos de forma gradativa: do menos invasivo para o mais invasivo. Se a lesão (passaremos a chamar a alteração radiológica de lesão), estiver mais no centro do pulmão, uma broncoscopia com biópsia pode ajudar. Se ela for mais periférica, uma punção transtorácica pode elucidar. Se estas alternativas não forem possíveis ou não chegarem ao diagnóstico, deve-se partir para a biópsia cirúrgica – através da cirurgia por vídeo ou através da cirurgia convencional aberta.E como são estas cirurgias? Qual o tamanho do corte? Quanto tempo fica internado?

Então: as cirurgias pulmonares são sempre complexas. Na maioria das vezes os pacientes já são portadores de outras doenças como enfisema, asma, bolhas, ou outras, o que torna estas intervenções delicadas. Mas tudo é feito para que este risco seja minimizado. Os pacientes candidatos a cirurgia passam por avaliação cardiológica e pneumológica prévia e usualmente passam os primeiros dias de pós-operatório em UTI.Usualmente a cirurgia é feita sob anestesia geral, com o paciente colocado de lado, com o lado a ser operado voltado para cima, e a incisão (corte) é feito na parte lateral do tórax. O cirurgião entra com os aparelhos para a cirurgia por vídeo ou faz a incisão até chegar ao pulmão e delimitar a lesão. Daí faz toda a liberação dos vasos sanguíneos necessários para retirar a lesão e mandar para a “biópsia” – na verdade biópsia é o procedimento, o que o cirurgião faz é enviar para o estudo histopatológico que é analisado pelo médico chamado patologista.

O paciente sai da cirurgia com um ou dois drenos de tórax, que nada mais são do que uma espécie de mangueira que evita o acúmulo de sangue, secreção e ar dentro do tórax. Estes geralmente ficam no paciente em torno de 2 a 4 dias, até que não saia mais secreção ou ar, podendo então ser retirados.Durante o pós-operatório imediato, é importante que o paciente faça os exercícios orientados pela equipe para que o pulmão expanda o mais breve possível e os drenos possam ser retirados. São administrados vários medicamentos para combater a dor, mas o paciente é muito responsável pela evolução satisfatória da cirurgia.Normalmente, já no primeiro dia após a cirurgia, o paciente pode andar, tossir, comer, etc..., mas isso vai depender do que a equipe irá orientar.

E sobre o curativo? Geralmente no segundo dia o paciente pode tomar banho e molhar o curativo, que deve ser trocado pela equipe de enfermagem. Em casa pode tomar banho normal e secar bem o curativo. A paritr do 3o dia, não é necessário passar nenhuma pomada cicatrizante ou fazer curativo com gase esteril etc. O importante é não deixar umido e estar sempre atento para qualquer vermelhidão ou saída de secreção. Geralmente o retorno é feito em uma semana após a alta, quando então são retirados os pontos e solicitado um novo raio-x de tórax.

E quando sai o resultado da “biópsia”? Aí, o que chamamos de equipe multidisciplinar entra em cena. O cirurgião de tórax, o pneumologista e o oncologista decidem o melhor acompanhamento para cada caso.

Só para você saber: O resultado da patologia da biópsia, em 90% a 95% dos casos, refere-se a um carcinoma broncogênico, isto é, tumor que nasceu (é originário) do próprio pulmão. Algumas vezes estes tumores são metástases de tumores de outros locais como mama, colon, próstata, rins, etc....

Se for broncogênico, os principais são:

1. O adenocarcinoma: que constitui o câncer mais comum em mulheres e homens (de acordo com estatística americana) e são na maior parte lesões periféricas.

2. Já o carcinoma de células escamosas: é o que tem maior associação com o tabagismo e surge mais central, próximo ao coração e grandes vasos. Por isso, são os que mais podem ser acessados através da broncoscopia.

3. O carcinoma de pequenas células: é o mais maligno dos cânceres. Também está mais central e geralmente já deu metástase quando do diagnóstico. Fortemente associado ao tabagismo.

4. Outros mais raros que o especialista pode te expliar melhor

Concluindo então: não se desespere! Se o câncer de pulmão de alguma forma entrou na sua rota, seja por um conhecido ou em você, procure um especialista e veja a melhor forma de cuidar de você. Estudamos e estamos aqui pra isso, pra cuidar de você com excelência!!!!

http://www.scielo.br/pdf/jpneu/v28n4/12966.pdf
http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=472
http://cbr.org.br/wp-content/biblioteca-cientifica/v2/01_05.pdf

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